Por Lula, pelo Brasil
Realmente é preciso admitir que houveram erros, erros graves. É importante também admitir que é preciso crescer com estes erros e melhorar. No entanto, é importante também é exaltar as grandes conquistas que esse paÃs teve no governo, o conteúdo simbólico da eleição de um trabalhador para presidente da república, o apoio dos pobres, a vitória, pela primeira vez, da esquerda no Brasil.
É importante, sem dúvida, comparar com o passado perverso que nosso paÃs teve, governado sempre por oligarquias e por uma elite nefasta que levou nos a profundos problemas sociais e que fez uma gigantesca fossa entre ricos e pobres. Criou em nos uma cultura de submissão, de malandragem, de jeitinho. Criou em nós a cultura da corrupção. Agora, essa mesma elite, de forma hipócrita e com falso moralismo, diz lutar por um paÃs decente. Ora, que Brasil decente é esse que eles construÃram em que grande parte da riqueza nacional está concentrada nas mãos de menos de 1 % da população.
Também, meus companheiros e companheiras, é importante ficar com um pé atrás diante dos interesses de nossa mÃdia, ainda concentrada na mãos de uma elite atrasada e burra. De uma oligarquia familiar e que, por isso, pretende fazer com que nosso paÃs volte ao passado, volte aos tucanos e a direita. Temos que buscar informações em outros veÃculos e não nos limitar aos veÃculos dirigidos pela direita.
No que diz respeito ao conteúdo simbólico da eleição de Lula em 2002, digo que é como se, pela primeira vez, o povo, de fato, tivesse uma representação no plano federal. As amarras, no entanto, eram muitas. As relações entre executivo e legislativo nefastas. Foi preciso arrumar a casa. Foi preciso suar a camisa para começar a mudar o paÃs.
As conquistas sociais e econômicas são muitas, algumas estão descritas no texto abaixo. Por isso, agora é hora das esquerdas e dos pobres desse paÃs se unirem. É hora de lutarmos contra a velha elite que quer voltar ao poder. É hora de lutarmos contra a hipocrisia e o oportunismo eleitoral. Somos Lula, continuaremos Lula, vamos vencer no segundo turno, acima de tudo, com a força do povo. O Brasil tem uma importante decisão a tomar, ou continua avançando socialmente e economicamente, ou volta ao perverso passado que nem queremos lembrar.
Escrito por andresol007 às 00h09
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Na saúde, o governo Lula investiu no Programa Saúde da FamÃlia. Milhões de pessoas de baixa renda foram atendidas. Além disso, investiu no Serviço Atendimento Móvel de Urgência(SAMU) beneficiando mais da metade dos municÃpios brasileiros. Também foi criado o programa Farmácia Popular. A intenção foi de baratear os medicamentos para a população de baixa renda. Inúmeros programas sociais também foram criados ou sofisticados. Sem dúvida, o governo Lula promove, no Brasil, uma revolução silenciosa que a mÃdia tenta esconder aumentando o volume e a dimensão dos escândalos de corrupção. De fato, o Partido dos Trabalhadores errou. No entanto, os acertos foram muito superiores. Vivemos, neste momento, o primeiro governo do povo no Brasil. Quatro anos foi pouco para mudar uma realidade de 500 anos. Por isso, é preciso avançar e dar a oportunidade do PT e de Lula continuarem a mudar o Brasil. Só depende de você. Só depende de nós.
Mais informações: www.transparencia.gov.br Site onde os cidadãos tem acesso as ações do governo. http://amigos-do-presidente-lula.blogspot.com/ Blog com a relação completa das conquistas do governo Lula. www.brasil.gov.br Portal do governo federal brasileiro. www.cartamaior.com.br
Escrito por andresol007 às 00h09
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Para conter as profundas dÃvidas internacionais e atender a interesses externos o governo FHC não pensou duas vezes ao fazer empréstimos junto ao tenebroso Fundo Monetário Internacional(FMI). Para isso, o governo brasileiro teve que diminuir gastos com educação e saúde. Setores esses que, segundo os tucanos, deveriam ter mais atenção do estado. Já o governo Lula, livrou-nos do FMI e agora podemos caminhar com nossas próprias pernas, declaramos independência. Não temos mais que fixas metas de superávits para pagar nossa dÃvida.
Manifesto a favor de Lula e do Brasil – Segunda Parte
Do governo tucano, o Brasil ganhou de presente uma dÃvida interna equivalente a 62% do PIB. Inflação na casa de 25,3% e dÃvida mobiliária que mais do que dobrou entre 1998 e 2002, passando de R$ 323,8 bilhões para R$ 663 bilhões. Divida que foi herdada pelo governo Lula e prontamente reduzida. Os Ãndices de inflação hoje, com o PT no poder, não passam dos 7% e os juros caÃram consideravelmente. Enquanto, no governo tucano, em oito anos criou-se apenas 0,8 milhão de empregos, com o Partido dos Trabalhadores no poder criou-se 4 milhões de empregos. Nossa economia cresce a passos largos, porém sustentáveis. Investi-se em infra-estrutura para acompanhar o crescimento econômico e escoar a produção. As exportações batem recordes nunca vistos, chegaram a 312 milhões de dólares no ano passado. Isso gera mais empregos e dividendos para nosso paÃs. Optou-se por um crescimento responsável, a longo prazo e não um desenvolvimentismo populista e eleitoreiro, como na era tucana. O PIB brasileiro voltou a crescer: 9,36% na indústria, 5,06% nos serviços, 7,86% no comércio, 6,34% na agropecuária e 4,66% na construção civil. Diferente do que muitos dizem, no governo Lula a rentabilidade das indústrias tornou-se maior que a dos bancos: 35,3% contra 17%. Prova que o governo do PT investe na indústria nacional, em infra-estrutura e na geração de empregos para o paÃs. Além disso, o governo promoveu reformas, como a tributária e da previdência, para tornar a economia mais ágil e dinâmica. O imposto sobre produtos industrializados caiu e, em 2006, deve chegar a 0%. O governo também instituiu a lei 11.196, a famosa MP do Bem, que concedi uma série de benefÃcios para incentivar o crescimento da indústria brasileira. Os indicadores sociais também são bastante animadores. Se antes, no governo tucano, nenhuma famÃlia era atendida, hoje, no governo petista, 9 milhões de famÃlias são atendidas pelo bolsa-famÃlia. Mas, além de conceder o beneficio, o governo incentiva a capacitação dos jovens para que, mais preparados, eles não tenham necessidade de, futuramente, receber dinheiro do governo. Desde 1977 o rendimento médio da população estava em queda. O governo Lula conseguiu eleva-lo. A parcela que recebe os menores rendimentos obteve ganho real de 3,2%. A queda na concentração de renda atingiu o melhor resultado em 24 anos. A educação superior no paÃs também vem sofrendo uma verdadeira transformação. Cinco universidades federais foram criadas. É bom lembrar que no governo FHC as Universidades foram totalmente sucateadas. O governo lançou o Pró-Uni que atualmente concede bolsa para mais de 200 mil estudantes carentes possam estudar em faculdades particulares. Além disso, o financiamento dado pela Caixa Econômica, o FIES, continua e com muito mais força. Também, no governo Lula, o aumento o número de estudantes de baixa renda nas universidades federais, assim como o número de negros aumentou. O governo investi maciçamente na agricultura familiar que, atualmente, emprega mais de 13 milhões de brasileiros. Desde 2003, já foram destinados mais de 12 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Ponaf). Ainda no campo, em sua polÃtica de reforma agrária, o governo assentou mais de 144 mil famÃlias, junto com a infra-estrutura adequada para que essas famÃlias possam se sustentar.
Escrito por andresol007 às 00h09
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Manifesto a favor de Lula e do Brasil
Uma avalanche desumanas de acusações, oriundas principalmente de parte da imprensa e da vergonhosa oposição, vem assolando, nos últimos meses, o governo Lula. Num contexto pré-eleitoral as forças contrárias ao PT e partidos de sustentação ao governo, tentam, de todas as maneiras, manchar a imagem do presidente que, antes do episódio do Mensalão, era um candidato praticamente imbatÃvel para as eleições. Para piorar, a população, levada pelas acusações, faz uma analise superficial da “crise†polÃtica que assola nosso paÃs. É bom, no entanto, diferente do que a maior parte da imprensa faz, não praticar uma analise rasa, superficial e eleitoreira do assunto. Assim como é importante que esses episódios não deixem de mostrar os profundos avanços sociais e econômicos que o paÃs vem sofrendo nesses últimos três anos do primeiro governo progressista de nossa história. Também não podemos deixar de lado a conjuntura em que o Brasil se encontra e o nosso passado polÃtico que nos condenou a situação em que nos encontramos hoje. Sendo bastante clichê, mas é impossÃvel deixar de falar, o paÃs recebeu uma herança maldita dos tucanos e não é do dia pra noite que modifica-se tal realidade. A cobertura da imprensa brasileira sobre supostos episódios de corrupção do governo Lula chega a ser tenebrosa. Infelizmente vivemos num paÃs em que as grandes oligarquias comandam os meios de comunicação, em que a direita ainda tem muito poder. Não temos uma mÃdia independente, limpa e democrática. Por isso, é demagogia falar em “liberdade de imprensaâ€. Assim, quando os interesses obscuros dos grandes veÃculos de comunicação são ameaçados, isso reverte-se em uma posição contrária aos governos. Foi isso que aconteceu com Lula. Diferente dos Tucanos, o governo Petista não usou da propaganda governamental como modo de pressionar os empresários da mÃdia. Mesmo que o bloco neoliberal PFL/PSDB tentem de todas as formas evitar, é impossÃvel não fazer comparações entre o governo Lula e o governo Fernando Henrique. Afinal, nós seres humanos, vivemos de comparações e referenciais. Por isso, é bom lembrar, que o Partido dos Trabalhadores chegou ao governo num momento crÃtico para o paÃs. Vivia-se uma crise econômica, uma ameaça inflacionaria e juros altÃssimos para conte-la. O Brasil, um dos últimos da América do Sul a entrar na lógica neoliberal, havia sido “vendido†a preço de banana para empresas estrangeiras com interesse de nos explorar. Por isso, é humanamente impossÃvel, em três anos, reverter o que foi feito em mas de quinhentos. O começo das diferenças entre o governo Lula e Fernando Henrique está na concepção. O primeiro tem uma concepção mais igualitária, social, de desenvolvimento sustentável, de “fazer o bolo repartindoâ€. Concepção essa expressada no slogan: Brasil um paÃs de todos. O segundo tinha uma concepção desenvolvimentista em que “os fins justificavam os meiosâ€, tinha uma concepção de que era preciso fazer o bolo para depois tentar dividir, concepção expressa num dos slogans daquele governo: Avança Brasil. Por isso, de acordo com os Tucanos, era preciso diminuir o estado para que ele fosse responsável apenas por alguns setores como saúde e educação. Daà entende-se as privatizações que eles fizeram. Ora, no que avançou a educação e a saúde no paÃs no governo FHC? Onde está o dinheiro da venda das estatais, investido em educação, saúde? Acho que não, deixo para você pensarem. Estranho como o número de acidentes na Petrobrás diminuiu consideravelmente. Não vemos, no governo Lula, episódios de vazamento de óleo na baÃa de Guanabara, em rios do Paraná. Hoje, temos uma empresa sólida, auto-suficiente em petróleo. Enfim, adquirimos independência nesse setor tão estratégico no mundo moderno. Não há o mÃnimo risco de se vender a Petrobrás. Alias, o governo petista não privatizou nenhuma empresa. Não vendeu nada do que é nosso.
Escrito por andresol007 às 00h09
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Encontro de gerações
Escrever é sempre muito difícil. Escrever sobre alguém que gostamos carrega também uma responsabilidade muito grande. Mesmo assim, atrevido e metido como eu sou, resolvi continuar minha série de textos puxando o saco dos meus grandes amigos. Comecei com Caio Campos, que é meu mestre quando o assunto é escrever, agora sigo com Vander Lucio, meu mestre quando o assunto é viver.
Lembro-me de quando, apenas mais um calouro entre tantos, entrei, cheio de expectativas e sonhos no curso superior. Pra mim era um novo mundo a ser descoberto, uma nova realidade. E percebi, que num canto da sala, no primeiro dia de aula, havia um sujeito que, a principio, era diferente de todos os outros que ali estavam. Diferente porque tinha, claramente, uma vivencia e uma experiência maior. Diferente porque era o mais velho entre nós.
E eu escolhi: esse quero que seja meu amigo. Fomos nos aproximando e percebi o quanto poderíamos acrescentar um ao outro. Eu poderia mostrar minhas idéias de jovem, as idéias dispersas de minha geração, o sonho de mudar o mundo. Ele poderia mostrar o que aprendeu com as idéias do jovem que foi, os sonhos que ainda preserva, o brilho e a ternura que não tirou do olhar.
Bom, mas vivencia muitas vezes não quer dizer nada, mas, com ele foi diferente. Ele conseguiu abstrair e analisar o mundo a sua volta. Ele tem sensibilidade e sabe lidar com o ser humano. Fotografo que é, faz recortes precisões da imprecisão que é o ato de viver. Lança um olhar crítico, mas, ao mesmo tempo, romântico do mundo. Acredita na capacidade de transformação, no poder da palavra e, principalmente, no poder que o homem tem quando decidi fazer o bem.
Sempre com bons conselhos me fez crescer. Na verdade, só a experiência de ser seu amigo é um grande crescimento pra mim. Vivenciamos juntos grandes crises. Algumas existências, outras profissionais. Afinal, será que Deus realmente existe? Será que o curso de jornalismo é só isso? E quando eu formar, vou conseguir um emprego? A essas perguntas nunca encontramos respostas concretas. Aprendemos, afinal, que nós fazemos nossa realidade e que é preciso lutar por ela.
Geralmente, pessoas mais experientes se julgam donas da verdade. Com o Vander nunca foi assim. Ele sempre procurou me ouvir e crescer com o que eu vivia e falava. Sabia que não estamos prontos e que temos muito ainda a caminhar. Sabia que um bom jornalista precisa mais ouvir do que falar.
É Vander, um dia a gente pega o boi pelo chifre. E o que era sonho torna-se realização. Um dia toda aquela pureza que trazíamos no inicio do curso retorna e nossos ideais nunca serão esquecidos. Grandes homens não são apenas modificados pelo meio, eles também ajudam a construir. O mundo é cíclico e voltamos sempre a nossa essência. Afinal, como diria Chico Buarque: “a vida segue sempre em frente o que se há de fazer”.
Esse foi, na verdade, o sadio encontro que se tornou uma grande amizade. O encontro da experiência com a luta por ela. Um encontro da sabedoria com a luta por ela. Por isso, foram tão importantes as criticas e os puxões de orelha que ele me deu. Consegui, aos poucos, encontrar um equilíbrio, “abaixar o volume”. Aprendi muito e cresci muito. Posso dizer que hoje, orgulhosamente, sou um pouco de Vander Lucio e com certeza, Vander Lucio é um pouco de André Sol.
Escrito por andresol007 às 23h55
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Busca Vida Os Paralamas do Sucesso
Composição: Herbert Vianna
Vou sair p'rá ver o céu Vou me perder entre as estrelas Ver d'aonde nasce o sol Como se guiam os cometas pelo espaço E os meus passos Nunca mais serão iguais
Se for mais veloz que a luz Então escapo da tristeza Deixo toda a dor p'rá trás Perdida num planeta abandonado No espaço E volto sem olhar p'rá trás
No escuro do céu Mais longe que o sol Perdido num planeta abandonado No espaço
Ele ganhou dinheiro Ele assinou contratos E comprou um terno Trocou o carro E desaprendeu a caminhar no céu E foi o princípio do fim
Busca vida
É impressionante como nós seres humanos somos inconformados com tal condição. Nosso corpo físico nos limita e, por outro lado, nós estimula a romper barreiras e desafios. O homem, em toda sua história, teve o sonho de ser mais do que é. Teve o sonho de voar, teve o sonho de conhecer o espaço, teve o sonho de vencer a morte, de vencer as leis da vida...
Assim, nutrido por seus sonhos de felicidade, o homem foi criando meios de se superar. Criou asas, criou realidades, venceu a barreira do som, visitou o espaço. Por ironia do destino, ao mesmo tempo, criou o amor e esqueceu-se dele. A tecnologia em nada contribui para o aprimoramento da humanidade. Pelo contrário, muitas vezes, por causa da tecnologia, faz-se guerras. Em busca de sobrevivência, faz-se guerras. E o amor, criado pelo próprio homem, é, aos poucos, destruído. A humanidade se afasta dos valores e os sentimentos tornam-se cada vez mais descartáveis.
Em prol de sonhos particulares, vidas são sacrificadas, histórias são interrompidas, famílias destruídas, amores findados. Os fins seguem justificando os meios e o ser único perde lugar para o ser coletivo que, em prol de uma coletividade, pode tudo. Os diferentes tornam-se iguais e a diversidade se unifica.
Aos poucos, aquele homem sonhador, aquele ser de cultura, torna-se mais um produto de um sistema inventado por ele próprio. A felicidade distancia-se. A ganância torna-se cada vez mais próxima. Mas sempre a luz no fim do túnel. Apesar de poucos, alguns seres humanos continuam a acreditar nos valores e sentimentos, continuam a acreditar na cultura, na arte como forma de tocar o coração.
Corações ainda pulsam, sonhos ainda restam e a felicidade ainda existe. O amor, quase destruído, ainda luta por sua sobrevivência. Os valores como a lealdade, o respeito ainda imperam na vida de algumas pessoas. O homem ainda tem chance de sua verdadeira libertação. Os iluministas estavam errados. A Revolução Francesa e Industriam estavam erradas. Não há nada mais importante do que os sentimentos. A razão não é senhora. Os sonhos verdadeiros é quem ditam as cartas. Ainda podemos acreditar na humanidade. Ainda podemos buscar vida.
Escrito por andresol007 às 13h40
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A volta dos que não foram
Durante algum tempo andei sem idéias. Vocês sabem, um homem apaixonado nunca tem idéias. Esquece das coisas práticas e dedica-se integralmente a seu objeto de desejo, no meu caso uma linda mulher. Bom, mas paixão passa. Então a gente volta a cruel realidade, reativa nosso espírito crítico e volta a escrever. Resolvi dar uma reformulada nesse blog que, até hoje, estava sério demais. Gostaria, antes de tudo, de agradecer ao meu grande mestre quando o assunto é palavras: o incrédulo Caio Campos.
Cada ser humano necessita de ídolos para se espelhar. Não é necessário que esses ídolos sejam pessoas. Tem gente que adora planta, tem gente que adora santo(santo é ser humano?), tem gente que adora Deus, tem gente que adora o demônio. Eu, por escolha pessoal, resolvi ter como ídolo Caio Campos. Resolvi adotar o Caiocampismo como filosofia e estilo de vida.
Você deve, então, estar se perguntando: o que é o Caiocampismo? Bom essa resposta pronta é impossível de dar. Convivo com Caio a cerca de um ano e, a cada dia, aprendo um pouco mais de suas teorias insanas. Mas, aos poucos, lendo os textos desse blog, você terá noção do que significa o estilo Caio de ser. Digo a você que não é nada convencional, mas ao mesmo tempo é. Não é nada lógico, mas ao mesmo tempo é. Enfim, o Caiocampismo é a teoria da contradição, da metamorfose ambulante. Claro que toda definição é rasa e perigosa, por isso, gostaria que vocês, com o decorrer do tempo a fizessem.
Conheci Caio Campos quando ele entrou na minha sala de jornalismo, ou melhor, invadiu minha sala. Foi um furacão. Ele conseguiu brigar com todo mundo e ganhar todas as discussões. Viajamos juntos para o Rio de Janeiro e lá pude comprovar, ele não é desse planeta. Alias, acho que ele é um E.T.. Ele, Raul Seixas, Chico Buarque...
Tornamos, então, grandes amigos e pude ter o privilegio de conhecê-lo um pouco mais. Caio não gosta de pessoas que puxam o saco dele. Mas eu faço isso porque tenho certeza de que ele será um grande escritor. E, de forma egoísta, quero colher os louros de ser amigo de um grande escritor.
A partir de hoje, então, de volta o Mundo em Palavras, baseado no Caiocampismo. Agora de forma definitiva. Espero que vocês possam viajar nessa anti-realidade. Nessa loucura virtual.
Aos meus amigos e amigas, tantos e tantas.
Escrito por andresol007 às 21h31
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Eu(novinho) e tia Adriana no carnaval de Mariana
Um pouco de nostalgia
Estranho como, aos meus vinte anos, tem caído sobre mim um sentimento de nostalgia. Sinto que minha vida passou como relâmpago. Assim como sinto que, a cada dia que passa, os dias passam mais rápido. Toda essa nostalgia vem acompanhada de uma intensa angústia que fere minha alma. Parece que, como expectador, eu vi a vida, esses vinte anos, passar na minha frente. Queria ter realizado muito mais. Queria ter amado muito mais e chorado um pouco menos. Esperado um pouco menos.
São tantos arrependimentos, daria um livro autobiográfico. São tantos ensinamentos, daria um livro de auto-ajuda. Cada pessoa, cada momento, cada olhar, cada sentimento. Querendo ou não, tudo está gravado em minha personalidade. Querendo ou não tudo aquilo que foi perdeu-se para todo sempre, sem direito a vídeo tape. Mas o ser humano é assim, depois, sempre pensa que poderia ter aproveitado mais. Aproveitado mais das pessoas. Aproveitado mais dos sonhos. Aproveitado mais da inocência, da pureza, da beleza inquestionável de ser criança.
Ah! E são tantos aqueles que ficaram pelo caminho! Uns apagaram-se de minha memória. Outros ainda vivem, imortais, em meus pensamentos. Ainda amarguram meu olhar, triste de saudade. Saudade de sensações, de cores, de sentidos, de palavras, de músicas, de lugares, de momentos, de estações, quantas estações!
Estranho como, de repente, revejo toda minha vida. Sinto uma profunda vontade de chorar. A mortalidade me assusta, mas, ao mesmo tempo, me obriga a tomar atitudes que façam cada momento valer a pena. A maturidade traz sabedoria, mas também nos obriga, mesmo que sem querer, a nos tornar sérios demais. Nos obriga a levar as coisas a sério demais. Porém, de que vale a vida se não for pra brigar com ela? Como aceitar a vida se não for como uma brincadeira?
Sinto, hoje, passados vinte anos, que é impossível atribuir razão para a irracionalidade da vida. Os iluministas, os humanistas que me desculpem, mas isso não é questão de teoria, viver ninguém explica. Tudo foi criado por nós e hoje todos nós fazemos parte disso tudo. Não mais vivemos sem isso tudo. A nostalgia foi criada, talvez por um louco, mas quem não é louco?
Atribuo valor aquilo que me foi ensinado. Sou um apaixonado pelo mundo. Mas o mundo me impede de expressar essa paixão. Passaram-se vinte anos e hoje sei, sinceramente, que, se existe a tal imortalidade, ela está nas coisas que deixamos aqui depois que desaparecemos. Talvez, para um embrião de jornalista como eu, a imortalidade seja meus textos. Faço deles imortais. Por isso, escrevo. Sempre vou escrever para amanhã, nostalgicamente, me lembrar de cada sensação, de cada cor, de cada sentido, de cada palavra, de cada música, de cada lugar, de cada momento, de cada estação, e quantas estações serão?
O autor:
André Sol!
Escrito por andresol007 às 23h18
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Em Debate
André Sol rebateu:
Na falta de algo interessante, Diogo Mainardi
No auge de minha revolta de um pseudo-adulto, que carregava ainda fortes traços infantis em minha personalidade, concordava com o “jeito Mainardi” de ser. Lia suas colunas e, com “espírito adolescente”, que é sempre “do contra”, fazia coro com aqueles que defendiam o imbecil colunista da, também imbecil, Veja.
Em seu livro intitulado “A tapas e pontapés”, Mainardi deixa bem claro sua personalidade “volátil”, pra não dizer conveniente. Afinal, segundo o próprio, ele já se “fragrou dando quatro ou cinco opiniões contraditórias sobre o mesmo assunto”. E continua: “O que importa num profissional de opinião, como eu, não é o grau de fidelidade a uma idéia, mas a capacidade de defender duas coisas opostas ao mesmo tempo”. Ou seja, o nexo existencial de Mainardi é ser contraditório a tudo aquilo que está a sua volta. Se ele está num ambiente em que todos são petistas, ele é contra. Da mesma maneira que se ele está num ambiente em que todos são tucanos, ele é contra. Mainardi é “teórico” de si próprio. É um profissional de opinião do seu ego.
Confesso que, há algum tempo atrás, via, em Mainardi, uma certa relevância social. Afinal, acreditava que ele ajudava as pessoas a discutirem o mundo, o país. No entanto, um pouco mais maduro, hoje penso diferente. Mainardi não passa de um idiota. Escreve pra idiotas, a classe média que lê Veja, recebe aplausos de idiotas, um deles, assumo, certa vez, fui eu. Não passa de um bobo da corte. O bobo da corte tupiniquim.
Percebi que, em sua coluna semanal, Mainardi, senhor do seu ego, cria debates vazios apenas para repercutir também de forma vazia. Cria mal acabada de Paulo Francis, ele tenta, sem propriedade nenhuma, imitar o seu “mestre”. Para quem não sabe, o falecido colunista Paulo Francis foi um dos maiores incentivadores da carreira de Mainardi. Tolo... criou um imbecil.
Mas, por muitas vezes, Mainardi passou dos limites da ética e da tolerância. Certa vez, numa entrevista com o deputado José Janene(PP), Mainardi prometeu manter parte do que o parlamentar tinha lhe confidenciado em sigilo. No entanto, em sua coluna do dia 10 de agosto de 2005, ele quebra esse sigilo e escreve tudo que o parlamentar havia lhe dito. Na época, evidentemente, discutiu-se muito sobre o caso. Ora, off no jornalismo é tão precioso quanto Jesus para os cristãos. Então Mainardi estava quebrando um dos princípios éticos de sua profissão. Se os jornalistas fossem realmente organizados, ele, com certeza, teria sofrido algum tipo de punição. Mas jornalistas não querem se organizar. Afinal, como Mainardi, são senhores de si. Donos do mundo.
Mais recentemente, em sua coluna, Mainardi insinuou, sem nenhuma prova, que o jornalista Franklim Martins havia praticado tráfico de influências para ajudar na indicação do irmão Victor Martins, para ser diretor da Agência Nacional do Petróleo(ANP). Isso porque, tal indicação precisava ser aprovada pelo congresso. De acordo com Mainardi, Franklin teria usado sua credibilidade como diretor da Rede Globo de Brasília, para convencer os parlamentares a votarem a favor de Victor Martins. Também acusou as colunistas Eline Catanhêde, da Folha de S. Paulo e Helena Chagas, de O GLOBO, de praticarem tráfico de influências.
Franklin Martins desafiou Mainardi a provar o que o colunista de Veja havia dito. Também disse que se o tráfico de influências fosse provado, ele deixaria a profissão de jornalista. O desafio foi lançado, não sou nenhum advinho, mas afirmo que Mainardi irá “dar com os burros na água”. Não estou defendendo Franklin, estou defendendo o jornalismo. Afinal, sem provas, nenhum jornalista pode publicar nada.
Mainardi não merecia esse espaço. Mas, pela última vez, foi bom falar sobre isso e emitir minha opinião sobre o assunto. Lembro a vocês que nem formado em jornalismo ele é. Isso porque, seu ego foi grande demais para concluir o curso. Por isso, meus amigos, o que Mainardi precisa é de ser ignorado. Deixado de lado. Precisa ser excluído socialmente. Porque no meio jornalístico, ninguém o respeita. Não passa de um imbecil, um palhaço às avessas. Da próxima vez que não tiver algo interessante pra falar, eu falo sobre futebol.
O autor
André Sol!
Escrito por andresol007 às 20h03
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Em debate
Caio Campos escreveu:
A Política é Promíscua sim, e a Comédia é Libertina.
(Diogo Mainardi x Franklim Martins)
O adjetivo usado por Diogo Mainardi, na sua última coluna na revista Veja não confirma a troca de promiscuidade entre Franklim Martins, comentarista da rede Globo e os parlamentares. O que ele fez foi tecer os comentários realmente promíscuos de Luiz Otávio, do PMDB, e outros, que comentaram sobre o fato, e Luiz Otávio cita Franklin assim: “Os 42 votos favoráveis a Victor Martins são uma homenagem NOSSA ao jornalista Franklin Martins”. Se isso não for, no mínimo, um comentário promíscuo, como denominar tal declaração?
No entanto, e não obstante, Franklin Martins acusou Mainardi diretamente de “difamador travestido de jornalista”. Ele foi bem mais direto no ataque ao Mainardi.Que procurou avaliar declarações em cima de suas pesquisas para formar sua ideogenia. Se Mainardi foi ideofrênico, cabe a F. Martins se defender, como é de direito e como ele o fez. Pelo que sabemos de Diogo Mainardi em suas declarações, suas fontes são tiradas de suas próprias pesquisas da mídia vernácula.
Mainardi foi prolífero e sucinto em sua pequena coluna, mas provoca náuseas. Enquanto F. Martins foi prolixo, ao encolerizar-se diante do Marquês “Sadiogo Mainardi”, deu para sentir o suor nas declarações de Franklim, o mesmo medo que tínhamos quando crianças dos pallhaços, quando aproximavan-se da gente no circo. Tem algo enrustido nesses rostos embutidos e sisudos de pessoas de cargos eletivos. Uma certa vingança contra os palhaços, contra os bobos da corte que eram obrigados a fazer rir os Homens de estado. A vingança chegou?
Mainardi colhe na grande mídia, na submídia, na favelomídia, que é onde ele se enquadra e faz muito bem o seu papel, e tira suas impressões. Faz um papel diferenciado dentro da imprensa brasileira. Não vejo crime algum na angrofilia polemista dele. Também não vejo grande crime em ver partidarismo entre jornalistas, sendo ou não o caso de Franklin Martins. Cabe reconhecermos o que é bom para nós, e olha que passou da hora de reconhecer que jornalismo não tem o quarto poder, e parar de rodar bolsinha para os três poderes.
É fácil atacar entidades, atacar o Estado e até mesmo atacar um povo. Mas tem que ter peito para atacar indivíduos. As pessoas devem gozar da mais liberdade, pois se somarmos tudo e diminuirmos, a sociedade sabe o que é melhor para si mesmo. Uma discussão aberta, democrática e liberal, com mais indivíduos e menos Estado. O estado nunca paga como indivíduo. Mas o indivíduo presta contas ao Estado cada minuto da sua vida.
E os jornalistas tem que vigiar esses indivíduos do Estado, que direcionam o rumo da nossa sociedade. Uma sociedade cada vez mais careta, prolixa, medrosa sem humor, cheia de egos. Um humano tem a reputação de um humano, e é só. Se existe alguma entidade superior, que se crie uma reputação para ela. Mas o humano tem a reputação limitada de um humano.
Leia a discussão na íntegra:
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=377IMQ010
Escrito por andresol007 às 20h01
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O fim do eu
O homem, quando inventou o amor, tal qual nós conhecemos, matou o eu. A individualidade dá lugar à vida a dois. Surge, a partir de então, o nós. O casal. Agregado a isso, evidentemente, está o ciúme e o sentimento de pose. Um passa a ser propriedade do outro que se sente no direito de se apoderar dos atos que o outro venha a cometer. É como se o marido substituísse o pai e a esposa substituísse a mãe. A vida a dois torna-se um contrato inconsciente.
Para justificar um pouco minha opinião, é bom tratar de algumas situações concretas de nossa sociedade que fazem do amor uma forma de dominação do outro e o fim do eu. É preciso falar de conceitos sociais e religiosos que, sem dúvida alguma, penetram no inconsciente coletivo e criam o famoso senso comum. É preciso falar da modernidade que traz um forte sentimento de vazio no ser. O vazio que, para muitos, passa a ser preenchido pelo outro.
A religião é, sem dúvida, uma das maiores responsáveis pelo fim do eu. Apoderando-se da necessidade humana de procriar, inventou o casamento. A união entre duas pessoas que, a partir de então, tornar-se-iam “carne da mesma carne”. Ou seja, o individuo dá lugar ao casal que se torna uma palavra singular, literalmente.
Sem dúvida nenhuma, a indústria cultural também contribui e muito para o fim do eu. Inclusive, como eu sou um Frankfurtiano nato, diria, inclusive, que como tudo é industria cultural, o fim do eu, então, é resultado dela. Os filmes, as novelas, as músicas, enfim, todas as formas imagináveis de criação humana, tratam do amor de forma romântica como a união de dois em um, e sinceramente, dois em um é só pra marca de Xampu. Tratam o amor como a felicidade tão sonhada. Como a redenção total do homem.
A partir dessas constatações eu diria, de forma clichê, inclusive, que o fim do eu é culpa da nossa realidade social que nos força a amar dessa maneira. Por isso, já somos fruto desse amor, fazemos parte dele e, assim, sofremos com o fim de nossa individualidade, com o fim do eu.
O amor, como Deus, é uma criação do homem para dar significado à vida. Somos seres de sentido, seres simbólicos. Assim, precisamos de algo que nos faça levantar todos os dias e agüentar o cotidiano tão banal quanto nós. Por isso, precisamos desse amor, precisamos do outro.
Agora, você, provavelmente, deve estar se perguntando: como o amor surgiu? Isso é assunto para um outro texto. Afinal, falar da criação do amor é tão complexo quanto falar da criação de Deus. Por isso, cabe uma análise mais aprofundada que não me proponho nesse momento.
Filosoficamente falando, eu diria que, o verdadeiro amor, deveria , ao contrário do que acontece, dar liberdade ao outro e, de maneira nenhuma, domina-lo. Pois em toda relação normal humana sempre há competição. Dessa forma, o amor deveria ser exatamente a falta de competição entre duas pessoas. Deveria ser a exaltação do eu. Das vontades do eu. Não deveria ser o fim do eu. Talvez, assim, seriamos mais felizes.
Não sou contra o amor. Muito menos sou alguém que não encontra minha “metade da laranja”, minha “cara metade”. Até porque não acredito nisso. Apenas abstraí de minha rasa experiência de vida razões para que eu me tornasse contra a concepção de amor que atualmente conhecemos. Sou a favor do amor real. Do amor que liberta, do amor do eu. Sou a favor do amor sem o mesquinho ciúme. Sou a favor do amor maduro, pois, em minha opinião, a evolução máxima do homem acontecerá quando, de fato, ele souber amar. Ele ainda não sabe.
O autor
André Sol!
Escrito por andresol007 às 13h17
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Grandes amigos, grandes textos
Começo essa seção com o texto de um sujeito que sempre foi e sempre será um grande irmão, Guilherme Coelho. Ele, de forma inteligente, fala sobre como foi a criação do ser humano. Boa leitura e comentem o que acharam!
A criação humana
Outro dia mesmo, falando em proporções macro-históricas, os animais viviam em um mundo onde prevalecia a lei da selva. Traduzindo: o mais forte sobressaía sobre o mais fraco, uma vez que as relações sociais, e os seres em si, se definiam pela preponderância dos instintos em função de suas habilidades e uso da força. Era tudo muito simples. Todos, escravos de seus instintos, matavam e morriam por ele.
Este era o curso natural da vida até que um dia, cansado de ser só mais um elemento a mais na cadeia alimentar, um primata deu um passo a frente na escala evolutiva e, a partir de então, desenvolveu a capacidade de exercitar seu raciocínio. Esta habilidade singular lhe seria muito útil, uma vez que possibilitaria o estudo do mundo a seu redor e o conseqüente aperfeiçoamento do mesmo.
E foi o que ele fez, pensou no mundo, pensou na vida e pensou em si mesmo. Até que um dia, sua incrível habilidade de pensar não foi suficiente para responder certas perguntas como: de onde surgiu aquele maravilhoso universo, quem o criou, ou ainda, por que o céu é azul? Estas questões o faziam sentir-se frágil e insignificante diante do mundo.
Inconformado, ele continuou a pensar e, após gastar boa parte de seus neurônios, finalmente ele pensou a solução... Deus. Deus seria a resposta para as perguntas sem respostas. Seria grande, seria poderoso e seria perfeito. Seria o criador do universo e de todos os seres do mundo, inclusive de seu pobre e eterno falível criador, o homem. Deus explicava a vida em detrimento da morte e vice-versa. Transformava as imperfeições humanas em singularidades e, consequentemente, perfeições.
Satisfeito, o homem continuou pensando. Pensou em si. Pensou no mundo. Pensou na vida e em seu maravilhoso Deus. E percebeu que estava faltando alguma coisa. O universo, a natureza, os seres comuns a ele e os não comuns. Tudo aquilo não tinha valor nenhum pra ele. Então ele pensou que se o mundo não tivesse valor, Deus também não teria. E se Deus não tinha valor, ele também não teria e, consequentemente, a vida também perderia seu significado.
Desesperado, o insignificante homem pôs-se a pensar em potência máxima. Pensou no que poderia dar sentido à sua existência naquele lugar. Como fazer com que sua relação com o mundo não fosse explicada apenas pelo desejo divino. Pensou durante horas e, após muito pensar, achou a solução. Ele precisava de algo que o integrasse mais do que fisicamente com o mundo. Algo que o fizesse ter uma relação de interdependência recíproca com os outros seres e consigo mesmo. E finalmente ele criou o amor.
O amor era o complemento que faltava. Amando a si, ele amava o mundo. Amando o mundo, ele amava a vida. Amando a vida, ele amava a Deus. E, amando a Deus, ele amava a si. O amor crescia dentro do inocente homem e o integrava à vida. Crescia e adquiria vida própria. Tomava proporções inexplicáveis. E subitamente, se metamorfoseava em outros sentimentos.
O amor se tornou um sentimento tão grande, que o inconseqüente homem perdeu seu controle. O amor se tornou desejo. O desejo se tornou necessidade. E a necessidade se tornou ódio. Agora, aquele ser infeliz não amava, ele queria ser amado. Queria ter o mundo. Queria controlar a vida. Queria ser Deus.
Mas nada disso estava a seu alcance. Então ele continuou pensando. Pensou e pensou tanto que chegou a uma simples conclusão. Ele precisava parar de pensar. O problema é que ele não conseguia pensar em nada que o fizesse parar de pensar. Quanto mais ele queria parar, mais ele pensava. Até que um dia, ocasionalmente, ele encontrou a solução. E assim, nasceu a mais poderosa criação humana: a televisão.
O autor
Guilherme Coelho
Escrito por andresol007 às 12h22
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Intercâmbio de blogs
O primeiro texto dessa seção é do blog de um grande amigo, Caio Campos: http://dublesdepoeta.zip.net/. Em minha opinião, um dos melhores escritores/jornalista-bomba da modernidade/pós-modernidade. Vocês irão ler uma crônica que, na verdade, é uma sátira a situação atual do movimento estudantil no Brasil. Boa sorte e bom divertimento!
O texto
Diretório Central dos Estudantes – UNI-BH
Estamos querendo lançar uma chapa para as próximas eleições do DCE. Visto a barbárie do pernóstico ex. presidente Corrêa, e essa nova direção com o nome de Conceito. A juventude está morta mesmo. O movimento estudantil então virou calouradas para se beber e pegar mulher.
A chapa proposta seria: eu de Laranja (vice presidente) e meu amigo André Sol de presidente. Isto foi uma proposta do próprio André Sol que disse que eu estou idoso demais, e não tenho aquele rostinho angelical para seduzir as gazelas do Uni-BH. Mas eu, Caiozito, perdigueiro aposentado por anos de prestações de serviços às donzelas, recusei. Precisamos de alguém, ao mesmo tempo “pinta” e “cara de pau” como eu, mas que seja mais jovem. Será que alguém da chapa tem esses requintes?
Nós podíamos colocar alguma menina de laranja, mas, segundo o André Sol, a nossa chapa só tem bagaço.
A nossa chapa não seria nem de oposição, nem de posição, quem entende de posição é o Kamasutra, então decidimos lançar uma chapa de penetração, para que nossas ideologias penetrem ferrenhamente o íntimo estudantil.
Precisamos dos rapazes mentirosos da chapa (ou seja, todos), que faça uma propaganda, do tipo: “eu prometo coisas GRANDES”, com as meninas da chapa rindo da propaganda enganosa. Já que ferrei as meninas no terceiro parágrafo, tenho que ferrar os meninos no quarto! (que trocadilho caótico, sou o Rei das frases caóticas). Isso é libertinagem ética. Quem não é menino nem menina pode se considerar “interseção”, ou seja, ferrado duas vezes.
Nosso discurso não seria esse, perdão à todos que entram aqui nesse respeitável blog para ler elucubrações e erudições, e se depararam com masturbações e ereções. Marquês de Sade ficaria envergonhado (perderia o mérito de sádico entre os sádicos), o que diria o pedante e mitômano Maquiavel? (que inventou a “ciência da politicagem”).
Mas estou aqui para lançar uma chapa, talvez uma chapa quente na cabeça de alguém. Ou uma sátira de candidatura. Slogan proposto pelo André Sol: “Venham nós o que é nosso”, e André Sol prossegue, com meu apoio: “nosso discurso é o tal, o nosso lema é de esquema, rumo à Câmara Municipal”. Sim, igual a Nero, nos tempos dos cânticos, onde os pseudos poetas declamavam poesias para analfabetos. (aplauso dos fantasmas).
E a finalidade, meus prezados, (porque com esse discurso temos a certeza que ganharíamos, diante toda imbecilidade que paira na cabeça dos movimentos estudantis) era de renunciar logo após a posse. E sairíamos cantando marchinhas de carnaval de trás pra frente.
O autor
Caio Campos
Escrito por andresol007 às 02h10
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Grandes Tiradas da História
Começo essa seção com um fato ocorrido no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, a grande paixão da minha vida.
O incidente
Em 1992, com o enredo a Magia da Sorte, a escola de samba Unidos do Viradouro sofre um grave acidente desfilando pelo Grupo Especial do Rio de Janeiro. O desfile estava sendo considerado um dos melhores do carnaval daquele ano quando, numa fatalidade, o último carro alegórico da escola começa a pegar fogo próximo a dispersão e atrasa o final do desfile. No entanto, por sorte, ninguém ficou ferido, mas a escola ficou numa colocação ruim na apuração, mas não caiu para o grupo de Acesso A.
A tirada
No meio da confusão causada pelo incêndio, uma repórter da extinta e saudosa Rede Manchete de Televisão tenta entrevistar o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro(LIESA), Capitão Guimarães sobre o ocorrido com a Viradouro. Ela acaba levando uma grande tirada.
REPÓRTER: Presidente, como é que se resolve essa situação por favor?
Capitão Guimarães: Qual situação?
REPÓRTER: A do incêndio no carro da Viradouro.
Capitão Guimarães: Quem tem que resolver o problema do incêndio é o bombeiro, não é?
Resultado
Quem pergunta o que quer, ouve o que não quer.
Escrito por andresol007 às 17h14
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Caros amigos e amigas e todos que acessam esse espaço virtual,
a partir de hoje, 14 de abril de 2006, eu, um mero embrião de ser e de jornalista, deixarei nesse espaço meus pensamentos e minha visão sobre os mais diversos assuntos, desde a política, em sua essência, até o futebol, em sua alienação “sadia”. Afinal, qualquer um pode falar hoje em dia, com ou sem conhecimento de causa. Vivemos no MUNDO DAS PALAVRAS, somos seres de linguagem. Por isso, divirtam-se porque eu, com certeza, vou me divertir muito. Afinal, o que é a vida senão uma grande roda gigante?
Dedico esse blog a todos aqueles que construíram o que sou. A todos que passaram pela minha vida e me fizeram mais um ser humano. Sou resultado de tudo aquilo que vi, vivi e de todas as pessoas que passaram pela minha vida.
Mundo em palavras
Texto introdutório
Minha única companheira nos profundos momentos de solidão é a palavra. Ela, tradução subjetiva do meu eu, define, mesmo que de forma imperfeita, meu estado de espírito. Não há traços subliminares de minha personalidade que não estejam, mesmo que sem querer, manifestados nela: a palavra.
Sou contra a ditadura gramatical. Sou a favor da escrita pura e simples. Sou a favor do verso, da prosa simples. Defendo que a palavra seja usada de forma transformadora. Num mundo em que todos podem falar, é bom filtrar as diversas opiniões e saber que todo senso comum é burro. Cabe a mim, mero reprodutor de frases prontas, tentar, por meio da exceção, modificar o status quo.
Deleito-me de forma confortável, dela que, nos últimos anos, tornou-se minha incondicional e fiel companheira. Tornou-se reprodutora dos meus sonhos. Tornou-se tradução da minha alma. Refúgio dos meus pensamentos. Sublimação maior dos meus medos.
A realidade nua e crua cai sobre mim. Todos os meus medos cruzam meu olhar que parece observar um mundo de incertezas bem na minha frente. São os outros que me fazem chorar. Assim como são os outros que dão o tom do meu estado de espírito.
Às vezes é perigoso pensar, mas esse corpo físico parece me açoitar lentamente. A sociedade, leviana, não nos deixa escolha. A fim de penetrar nos grupos sociais, nos podamos, nos modulamos, nos perdemos. Deixamos de saber o que de fato somos. Quem sou eu de verdade? Onde está o limite entre o que sou, o que eu quero ser e o que os outros me fazem ser? Solto palavras que, como relâmpagos, saem da minha mente. Mas palavras são só palavras. Mesmo assim, mesmo que imperfeitamente, traduzem meu eu. Sou o que demonstro ser. Não sou o que sou.
André Sol!
Em breve:
Texto sobre política, carnaval e futebol!
Eu recomendo:
O melhor blog da internet do meu grande amigo Caio Campos:
http://dublesdepoeta.zip.net/
Escrito por andresol007 às 00h31
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